Da Redação
Se você busca um imóvel, pode estar na dúvida se deve investir em uma moradia na planta, que ainda será entregue, ou então uma de revenda, ou seja, imóvel usado. É importante pensar sempre no que melhor atende as suas necessidades, é claro, tomando os cuidados necessários na hora da escolha. No caso das residências prontas, há a vantagem de já ter o imóvel disponível para moradia, além de ser mais fácil de comprovar que o que se está sendo comprado é compatível com o que está sendo vendido.
Uma das vantagens mais fortes do imóvel usado é já estar situado em um bairro consolidado, com uma infra-estrutura pronta, com escola, hospitais e comércio definidos. Para quem tem idéia do que quer ter por perto, bem como a vizinhança e acessos, este é um fator à frente dos empreendimentos que vão ser ou que ainda estão sendo construídos. Outro ponto positivo é a questão de espaço: os apartamentos novos estão cada vez menores, sobretudo, em grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Neste ponto, é possível encontrar imóveis prontos com metragens maiores do que a de novos por um preço similar ou até mesmo menor.
Quem está disposto a abrir mão do grande número de adicionais que os empreendimentos novos oferecem para os moradores, como áreas de fitness, infantil e espaço gourmet, pode ganhar nos imóveis usados em termos de distribuição de área útil nos cômodos, com design que hoje em dia não são mais comuns, como por exemplo, pé direito mais alto e janelas maiores. Além disso, há nas unidades de revenda itens básicos ausentes em um imóvel novo, como gabinetes e armários instalados.
Quem preza por economia na pesquisa por uma residência também pode levar vantagens em uma edificação já pronta além da relação preço x metragem: a possibilidade de barganhar descontos é muito maior. Em um imóvel recém entregue, “zero-quilômetro”, é preciso um investimento extra antes de receber os moradores, com acabamentos, revestimentos, gabinetes, louças de banheiro e de cozinha, chuveiros, espelhos de luz e tomadas. Este gasto adicional, dependendo de quantidade e qualidade das peças, pode chagar a até 30% do valor do imóvel.
Recém-construídos ganham em termos de valorização e agilidade em um possível repasse. Quanto mais novo o imóvel, mais rápido será vendido e maior será seu potencial de lucro no mercado. Mas vale lembrar que quando busca-se um imóvel para moradia, não está envolvida apenas uma aplicação financeira, mas o bem estar da família, logo, deve-se optar pautado no que trará maiores vantagens pessoais. De um modo geral, a escolha de um imóvel novo ou usado, ou mesmo entre casa e apartamento, depende de cada caso. Em termos de conveniência, os novos estão na frente em termos de recursos e novas tecnologias, enquanto os usados ganham em preço e espaço. As opções estão aí, como diz o ditado, ao gosto de cada freguês.
Cuidados a tomar
Em imóveis usados, é necessário atenção a certos fatores na hora da compra que podem dar dor de cabeça, seja por mau uso ou mesmo o desgaste do próprio imóvel pelo tempo. As partes elétrica e hidráulica precisam ser checadas para que seja constatado se há algum problema grave. É sempre recomendada a avaliação de um profissional pra dar um parecer preciso. Saber quando o imóvel foi construído e que reforma já formam feitas também é importante.
Segundo o Procon, o comprador deve verificar a existência de ações propostas contra o proprietário do imóvel e, em caso positivo, saber se a dívida compromete o bem. Outro ponto é saber se há débito relativo ao IPTU. Qualquer tipo de pendência merece atenção para uma compra bem feita e, com o devido cuidado, evitar que o barato sai caro.
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